17 setembro 2010

Regressos

Sempre houve em mim uma vontade de estudar (mais), de aprofundar conhecimentos, de fazer mais em termos intelectuais.
A ideia foi amadurecendo.
A sequência lógica depois do mestrado seria o doutoramento, mas a complexidade que incuti no meu mestrado faz com que a ideia de um doutoramento seja demasiado hercúlea (a fazê-lo no mesmo sítio do mestrado) ou demasiado pobre (a fazê-lo lá fora), quando comparado com o que já fiz, onde fiz e sobre o que fiz. E a ausência de sentido/objectivo no doutoramento também desmotiva (para quê?).
Um outro caminho se me afigurou possível e aliciante.
O apoio do marido, sempre tão valioso, determinou muito.
E eis que, de um dia para o outro, me vi candidatada. E entrei. E vou matricular-me e vou voltar a estudar.

Não sei bem como vou equacionar a minha mania de polivalência e auto-suficiência (neste auto inclui-se o marido, que os 2 somos 1), com o trabalho, com a família como um todo, com cada um dos meus filhos, com o meu companheiro de vida, com a casa. Mas tenho muita vontade. E querer é meio caminho andado. E a coragem é o medo dos que fogem para a frente. E eu tenho coragem e medo... E vou dar o meu melhor. E agora antes de as crianças estarem na escola propriamente dita parece melhor. E 4 anos passam a voar. E tanta gente consegue conciliar, porque não hei-de eu também conseguir?!

E até o universo parece estar a ajudar. Desde que entrei/fui admitida na universidade, o volume de trabalho reduziu drasticamente, como uma premonição de que este é o caminho a seguir agora... (ou isso ou ando a ver coisas!)

Bola prá frentxi qui atráis vem gentxi!

1 comentário:

Sofisga disse...

Não te conheço de outra maneira, não podia ser de outra maneira e é à tua maneira, portanto, só pode correr bem. Por isso, o orgulho em ti é uma constante. Um feliz regresso às aulas!

No mesmo barco