02 setembro 2010

Perdido

E não me conformo. Como pude perdê-lo? O meu telemóvel! Tinha tanto tempo quanto o meu filho mais novo. Foi prenda do marido. E eu perdi-o. Ainda tenho esperança de o encontrar. Mas acho que é uma esperança que só serve para mitigar a dor da perda. Para não doer tanto, imagino que ainda o posso encontrar. Mas também sei que o Pai Natal não existe. E que as probabilidades de o voltar a ver (e às fotos e mensagens e contactos que continha) são menos que pouquíssimas.
Primeiro fartei-me de ligar para ele e até mandei um sms a implorar que mo devolvessem. Ninguém atendeu, ninguém respondeu. Depois bloqueei o meu cartão e pedi uma segunda via. Bloqueei logo o IMEI na minha rede. Depois fiz um auto de denúncia do extravio nas autoridades para o poder bloquear também nas outras duas redes. Pode ser que estando inutilizado (porque não o conseguem utilizar em nenhuma das 3 redes nacionais e, segundo a autoridade, nem em grande parte dos outros países, graças a uma qualquer convenção de protecção de propriedade de telemóveis e PCs e afins), considerem a possibilidade de o entregar aos seguranças do sítio onde foi perdido, numa esquadra, nos perdidos & achados, ou me liguem. Até dou uma recompensa! Só não queria nada nadinha tê-lo perdido de vez...

(Nota: bem sei que há coisas mais importantes na vida, que «vão-se os anéis, ficam os dedos», que a saúde é que importa, que é só mais um telemóvel, mas eu não gosto de perder coisas, sobretudo não desta maneira «leviana», não gosto de falhar, não gosto de estar sem ele e queria MUITO tê-lo de volta. E frusta-me saber que o mais certo é nunca mais lhe por as mãos em cima...)

1 comentário:

Maraffaada disse...

:-((( Oh, amiga... Que grande treta...
Beijo no teu coração!

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