02 setembro 2010

Setembro


No meu tempo Setembro ainda era mês de férias.
A pouco e pouco as aulas foram entrando Setembro adentro, roubando dias às férias. Primeiro os últimos dias de Setembro, depois a última semana, depois os quinze dias... Durante a faculdade Setembro já não era sequer mês de férias.
Agora, também por força do trabalho do marido, Setembro é um mês igual aos outros todos do ano em que se trabalha.
Mas Setembro tem sempre um quê de (re)começo, é uma espécie de ano novo sem fogo-de-artifício nem passas. Há novas intenções, novos projectos. Há um rearrumar da vida. As férias já foram. Há que arrumar os apetrechos de praia dos miúdos e os fatos e toalhas de banho. Há que começar a equipar os roupeiros dos miúdos para a nova estação, que de ano para ano a roupa deixa de lhes servir. Este ano há que preparar a ida da mais velha para a escola. E há planos meus. Coisas que quero fazer antes de este ano acabar. E coisas que quero começar a fazer já, pelos próximos anos.
É como ter a oportunidade de ter um começo quando o ano já há muito passou de meio.
Setembro é um mês bonito. O maior calor já lá vai (ou não ou não) e o frio ainda não chegou. Ainda não é Outono, pelo que as folhas ainda estão verdes... Há esperança. As uvas começam a tingir-se de negro.
É também o mês em que festejo a vida do marido. Por isso também é um mês especial. Este ano vai fazer 40 anos. E quero que tenha um dia muito especial, que festeje este marco de forma sublime.
Gosto muito do mês de Setembro! Sabe a novo, a oportunidade, a possibilidade e, ao mesmo tempo, a estar perto d(e um)a meta. O fim do ano não tarda aí. E com ele outro aninho novo em folha para estrear.

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