De vez em quando sinto assim umas saudades de coisas mínimas, de momentos banais, de sítios, de espaços. Assim do nada. Vêm-me à memória, sem pedir licença e instalam-se. Por coisa nenhuma, sem motivação. Apenas chegam assim de mansinho...
Agora acabei de me lembrar que me apetecia recuar um 20 a 25 anos(?) e ir de manhã bem cedinho com os meus pais e avô paterno na 4L pelas curvas e contracurvas que ligavam a minha vila à vila de Manteigas. Aí os adultos faziam tratamentos nas termas. E durante 15 dias íamos todos os dias. Como as curvas eram muitas e eu era propensa a enjoar, não podia/devia comer antes da viagem. Então a minha querida mãe preparava-me um quarto de pão (uma carcaça de um pão de quartos) com queijo ou presunto e uma garrafinha das de água cheia de leite com chocolate.
E eu lá ia, com o meu livro, o meu farnel e os meus arraiolos...
Vidas simples, descomplicadas. Tudo isso ficou lá atrás. É capaz de marcar o que sou hoje. Mas são tempos que não voltam. Nem fazia sentido que voltassem.
São apenas saudades de coisa nenhuma provocadas por lembranças inesperadas e aleatórias...
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